terça-feira, 25 de agosto de 2009

Enquanto minhas palavras faltarem, uso as que me cabem muito bem. Tão bem que às vezes assusta. =)

April
Pj Harvey

April,
how could I not have seen
April, you coming
April how could I've
Worn inappropriate clothing?
April, all that careful stepping,
Rounding of my soul
And now your rain April,
I feel you leaving
I don't know what silence means
It could mean anything
April, won't you answer me?
These days just seem to crush me
Hatching, collapsing, tumbling down
April, what if I drown?
I drown?
April, I see you leaving
I don't know what silence means
It could mean anything
I dream
I dream
April,
April
Did I want you?
Did I want change?
April, your rain overcomes me

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Sim, 9 luas é uma boa dica.

NA NOSSA CASA
Herbert Vianna)

Quando anoiteceu
Nenhuma luz na nossa casa se acendeu
Aonde você estava?
Aonde estava eu?

Se tudo parecia nada,
Ainda assim
O nada era mais
Do que o que
Você deixou
No fim

Quando aconteceu
Quando algo em que a gente acreditava
Se perdeu
Por onde você andava?
Por que não me socorreu?

Não é o fim do mundo
é só o fim
De tudo que
Fomos nós
Sem flutuar e sem
Tocar o fundo
Sempre sós

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

breve passagem e só.

Olha só... devaneios aqui e acolá, ounvindo Zeca Baleiro, me vejo/ouço, falando comigo.

Bandeira

"Eu não quero ver você cuspindo ódio"

"Eu não quero ver você fumando ópio, pra sarar a dor"

"Eu não quero ver você chorar veneno"

"Não quero beber o teu café pequeno"

"Eu não quero isso seja lá o que isso for"

É isso aí, chega de dar Bandeira. Bandeirada pro azar, bandeirada pr'aquilo que nem merece uma Bandeira.
{que gíria idosa, não? hahahaha}

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Eu bem sei que

Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia.
{José Saramago}

Tenho lido e consumido palavras alheias e soltas a um destino improvisado, chegando a mim o mais variado quinhão de ideias e horizontes. E em cada um deles eu desprendo meu tempo pra conhecer mais um pouco do pedaço do mundo; às vezes me maravilho, às vezes me entristeço. Mas o ganho está no conhecer, no sentir de tantas formas, cheias de vidas e olhares diferentes. Um mosaico. Minha vida se tranformou num mosaico de pessoas coloridas naturalmente!
*
e daquilo ainda... love, love, love... love will tear us apart, babe.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Ai que preguiça imensa do mundo!!!
********************************************************************

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Where I End And You Begin

There's a gap in between
there's a gap where we meet
where i end and you begin

and i'm sorry for us
the dinosaurs roam the earth
the sky turns green
where i end and you begin

i am up in the clouds
i am up in the clouds
and i can't and i can't come down

i can watch but not take part
where i end and where you start
where you, you left me alone
you left me alone.

X' will mark the place
like parting the waves
like a house falling in the sea.

i will eat you all alive
i will eat you all alive
i will eat you all alive
i will eat you all alive

there'll be no more lies
there'll be no more lies
there'll be no more lies
there'll be no more lies

{Radiohead}

***

Ouvindo e morrendo um pouco mais.
Ouvindo e secando por dentro.
Ouvindo e quase entendendo que a dor é sintomática e não há nada que mude isso.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Antes de dormir tranquila...

{meu mantra}

Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.

Fernando Pessoa

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

♪ Tenho a madrugada como companheira ♪

Notícias internas.

tenho andado aos meus cuidados.
já não perco mais a hora.
olhei bem na cara da minha força.
voltei a sonhar, mas quando durmo.
joguei fora o que antes era indispensável.

{continuo abaixando-me pra pegar belas pedras por onde passo.}

"Não existe nada permanente, exceto a mudança" Friedrich Nietzsche

domingo, 9 de agosto de 2009

Saudade


Ontem, voltando pra casa, passei por um carro parado na calçada e a mocinha lá dentro ouvia essa música abaixo, composição do Martinho da Vila. Acho que a letra é uma declaração de amor maravilhosa.

Me lembrou de um passado de uns quase 3 anos atrás. Caramba, como passa o tempo!

O tempo é contável, mas ao mesmo tempo escorre rápido pelos dedos que o contam, fazendo com que percamos a soma, a noção, o tempo.


Disritmia

Ney Matogrosso e Pedro Luis e a Parede


eu quero me esconder debaixo
dessa sua saia

pra fugir do mundo

pretendo também me embrenhar

no emaranhado desses seus cabelos

preciso transfundir seu sangue

pro meu coração que é tão vagabundo
(2x)

me deixa te trazer num dengo

pra num cafuné

fazer os meus apelos
eu quero ser exorcizado

pela água benta desse olhar infindo

que bom ser fotografado mas pelas retinas

desses olhos lindos

me deixe hipnotizado pra acabar de vez

com essa disritmia
vem logo vem curar seu nego

que chegou de porre

lá da boemia

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O Conto {em breves palavras}

Conta o conto que foi assim, Andrea.

Quando ela entrou, percebeu que ele tremia e isso a deixou mais à vontade. Sentiu o efeito que produzia nele. Deixou sua bolsa grande numa mesa pequena de canto, onde reparou um livro sobre Ella Fitzgerald, e achou isso bem interessante.
Quase em calmaria {seus movimentos ainda denotavam nervosismo} ele lhe oferece uma cerveja. Ela, com seu rosto expressivo, sorri/ri, mostrando-lhe sua latinha, ainda quase cheia.
- Sei lá, quer qualquer coisa? -nervosonervosonervoso
Ela não se atreveu a lhe contar o que queria.
Claro que havia uma trilha-sonora. Claro que era das melhores, claro!!! Tocava The Stooges, I Wanna Be Your Dog. "Foi calculado, ele sabia, o que tira 50% da validade."
Mas foi que ela não queria jogar, isso já não a satisfazia, e antes mesmo que começassem ela disse:
-Pode sentar perto de mim. Pode me abraçar e tirar a minha roupa. Pode fazer o que tem vontade de fazer comigo. Você pode, porque eu quero assim.
Nitidamente isso o excitou, varão que é.
O depois, amiga... O depois o conto conta depois.


"Eu hoje joguei tanta coisa fora. Eu vi o meu passado passar por mim. Cartas e fotografias gente que foi embora. A casa fica bem melhor assim"
{Paralamas do Sucesso}
Não há nada que mude minha visão do mundo, a forma como o vejo. E o que vejo não é animador, mas é excitante {anyway}.
Não penso que tenha um olhar diferente dos outros mortais, não me sinto como Alice no país Maravilha, nem acho que eu tenha as maiores sacadas. Mas sei que o micro que vejo, não é o mesmo de quem está andando ao meu lado, mirando a mesma coisa. O que diferencia um olhar é mesmo sua compreensão. --Acho mesmo incrível essas possibilidades que nos tornam diferentes uns dos outros-- E tenho olhado muito o mundo {não só passado por ele} com meus olhos de clínica. E tenho tido muitas compreensões.
Não teria como falar de todas que tenho ao longo do dia. Nem quereria tanto trabalho.
Ficou na minha cabeça enquanto olhava as pessoas no trem:
Que elas andam para lá e para cá, num balé não-ensaiado, cada qual com seu motivo, todas com medo, um medo velado de muitas procedências. Não param de andar e de fazer, de realizar e de trabalhar, sorrir, ir, aceitar... por medo. Medo de perder o trabalho, o dinheiro, os amigos, o tempo, a sanidade, medo de parar e só parar. Daí ficam como as vejo todos os dias, há 30 anos, com cara de insatisfação garantida, frustração, medo, medo, medo. Quais serão MEUS medos?
Ontem falávamos que o pensar nos diferencia dos outros animais nos tornando seres neuróticos... rsrsrsrs será?

terça-feira, 4 de agosto de 2009

I'm Waking Up To Us - Belle and Sebastian

I need someone to take some joy in something I do
You need a man who’s either rich or losing a screw
You know I love you here’s the irony
You’re going to walk away intact
I think you never liked me anyway
You like yourself and you like
Men to kiss your arse
Expensive clothes
Please stop me there
I think I’m waking up to us
We’re a disaster
You don’t want to know me
‘Cause you move in circles of the brave
Where art defines their lives

She was the one love of my life, and I let her go
And if I look like death today,
then please let her know
I never wanted to do harm to her
I only wanted her to see
The beauty of the world surrounding her
But when she opened up her eyes
It’s much too late
Our chance has gone
She’s with a guy
Who takes the prize for everything I ever showed her
Digging all the fun
Beacause she’s older
I fed her with a spoon
I made her mother smile
I helped the kid survive

She was the one love of my life,
she showed me the road
I loved her dog, her steady gaze, the chapter is closed
I always wanted all the best for her
The best thing was to stay away
She grew up and she left the rest of us
And now the understanding’s gone

I haven’t changed, how could I?
I’m pretty much the same person
I cannot keep the anger hidden anymore
But lucky for you, you are not around
My anger turn to pity and to love
The season has arrived.












segunda-feira, 3 de agosto de 2009

{somente um adendo}

Fiquei me questionando por longas horas sobre o efeito que causou em mim descobrir uma mentira. Algo importante, mas ocorrido há dias-ano atrás. O tempo anula o crime? A justiça caduca com as horas perdidas?

Miserable Lie

So, goodbye
Please stay with your own kind
And I'll stay with mine
There's something against us
It's not time
It's not time

{Smiths}


Percebi-me ofendida pela mentira que fui no passado. A Verdade que eu era e que eu vivia era uma Falsa verdade {isso assusta um bocado}.

fifty
/fifty

Assusta (1) porque tento relembrar quem eu era, como eu era pra permitir que isso acontecesse.
Onde eu estava com a cabeça?
A minha vida é mesmo toda minha e tomo a responsablidade por meus atos. Claro, de boooua, querido ;) - e sinto que essa é a parte mais difícil de enfrentar. Eu errei acreditando tanto nas verdades de alguém. Preferia, ao certo, esquecer que algumas pessoas mentem e outras mentem mais ainda.
Assusta (2) porque como pode alguém conseguir viver mentindo assim? É mesmo necessário pra sua forma de vida, pra dissimular suas fraquezas, aquilo que lhe é vazio. {suposições}

E depois de pensar tanto
  • vejo que posso aprender com isso tudo, de certo que aprenderei, mas preferia ter me preservado mais e viver sem essa.
  • vejo que nada posso fazer, senão tentar me divertir nessa vida.
La santa vida, envergonho-te?



quarta-feira, 22 de julho de 2009

Cinco coisas que não sou e gostaria de ser

Stelinha, que tem um blog incrível, me "convintimou" {rsrs} pra continuar uma maravilhosa corrente do auto e alheio conhecimento, que tem passado pelos blogs por aí... ai ai, humor rude.
Convite que me causou uma espécie de Espanto, visto o tema, o título da brincadeira toda... estou num processo de mudança e pontuar essas 5 coisas que não sou e gostaria de ser, me serviu muito mais do que só um processo criativo num blog. Refletir é mesmo meu verbo do mês!

5 coisas que quero ser

1. Saudável
Cansei dessa vida doida que tenho levado já há dias e dias que se formam meses e se contar ao certo pares de anos. Boemia não é qualidade, tenho que entender isso. Afinal, sexo, drogas e rock'n roll danificam a pele. Toxinas e noites sem dormir é mesmo muito pra mim #piadainterna. Preciso levar a academia mais a sério e começar de uma vez minhas aulas de boxe. Corpo e mente alinhados.

2. Organizada
Tenho problemas com a palavra "organização"... pra mim ela é utópica... seria como ganhar na loteria ser organizada! Não consigo, simplesmente não consigo... Até tento, me esforço... mas logo tudo bagunça de novo... tudo: minha casa, minha mesa, meu armário da escola, minha vida financeira, meu coração!

3. Exímia ilustradora de livros infantis
Simplesmente amaria loucamente.

4. Independente emocionalmente
Esse é o caminho. Seguirei por essa marcha agora. Nada mais seguro do que poder confiar em si mesmo. Isso basta sempre.

5. Mulherão
Salto alto, maquiagem bem feita, cabelo impecável, perfume marcante... e eu aqui com meu all star e meu óculos vermelho {nerd, freak, professora rsrs}


Agora passo pra 4 amigos queridos: a Gábi, do Ciência do Simples; o Beanes, do Tórax de Superman; a Maria Renata, do Vida Pública e pra Juliana do Pequeno Rascunho...
*
Vamos que vamos porque o amanhã está sempre aí...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Eu.


Resolvi, de repente, que a força é só algo dentro de suas escolhas... resolvi achar que por meio de meus pensamentos escolherei o que sentirei, resolvi.
Não sei o nome disso... placebo mental, psicosomatia, auto-promoção, direcionamento emocional...
Só sei que funciona e que tenho me sentido melhor com relação a tudo aquilo que, de uma forma ou outra, me machuca...
Agora, as reticências, bem, estas eu ainda não consegui extrair de minha vida!

sábado, 18 de julho de 2009


Tenho em mim todos os sonhos do mundo! - Fernando Pessoa

segunda-feira, 13 de julho de 2009


Eis que sua presença passou a ser apenas uma sombra na memória... na minha memória. Lembranças de costumes e praxes... uma rotina mais doce do que realmente parecia ser. E que aos poucos fica mais tênue e distante na memória, como uma cortina esfumaçada. {um desejo eterno de um encontro com dr. Howard Mierzwiak}
Mas nada que o tempo não ajude a apagar cada vez mais e mais e mais...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O Mundo

Ney Matogrosso E Pedro Luiz E A Parede

O mundo é pequeno pra caramba
Tem alemão, italiano, italiana
O mundo, filé milanesa
Tem coreano, japonês, japonesa
O mundo é uma salada russa,
Tem nego da Pérsia, tem nego da Prússia
O mundo é uma esfiha de carne
Tem nego do Zâmbia, tem nego do Zaire
O mundo é azul lá de cima
O mundo é vermelho na China
O mundo tá muito gripado
O açúcar é doce, o sal é salgado
O mundo, caquinho de vidro
Tá cego do olho, tá surdo do ouvido
O mundo tá muito doente
O homem que mata, o homem que mente

Por que você me trata mal, se eu te trato bem?
Por que você me faz o mal, se eu só te faço o bem?

Todos somos filhos de Deus, só não falamos a mesma
língua!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O cansaço físico também é uma forma de nos fazer sentir vivos... não? ah é...
Pode parecer mediocridade, mas medíocres somos mesmo, nada melhor que dor nas costas pra lembrarmos do peso do dia... dor nas pernas pra lembrarmos o quanto caminhamos... dor na cabeça pra lembrar daquilo que a cabeça não esquece.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O.o


Quem me conhece que sabe... sou uma pessoa de bons resultados, porém preguiçosa... teria tatuado nos dedos "Lady Lazy"... porém, ando me esforçando pra fazer tudo direitinho...
Isso não costuma ser uma postura minha... não é o que, por exemplo, me caracteriza... mas tenho gostado.
Viciante sensação de bem estar com tudo certo, pronto, só esperando alguém chegar e perguntar sobre... coisas prontas e bem acabadas esperam apenas cobranças... é quando fazemos uma baita faxina em casa e assim, por isso, esperamos visita.
Que bom, de qualquer forma, viver esse bem-estar-fake.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Ahhhh... os simples prazeres da vida, aqueles que te fazem sentir uma tranquilidade sinestésica, como se respirasse uma harmonia natural... não precisa lembrar de nada transcedental, afinal... pense num relaxamento mútuo: corpo e mente...
*
ainda chego lá.
*
um dia =)

terça-feira, 28 de abril de 2009

retalhos.

Ela se esconde atrás do pai, só que agora ela quer o colo da mãe
E enquanto recebe o afago da mãe, olha para os cachos do pai
talvez ela ainda consiga entender aquele brilho nos olhos
O abraço é forte e tudo o que mais precisava e queria.
O sorriso é gratuito e brota sem esforço
Ela se lança naquele momento, uma tarde que chega ao fim, maio ganha mais cor, o ar ganha um novo cheiro
Tudo percorre em seus olhos, tudo agora é harmonioso. provável que tudo agora é harmonioso. provável que tudo se transforme em doces lembranças
Lembranças de doces, cheiros e gostos, Clarice já não espera o vento soprar de frente pra trás, se chorar aliviasse
a saudade, choraria.
mas chorar só é concretizar a dor. E tudo foi tão bom, que só sorri. Olhar para trás é sentir-se protegida.
Ela sabe, o amor transcende a distância, aquelas figuras do passado estão tão presentes sempre. O futuro está embrulhado em um papel transparente, o futuro é transparente.
E as vozes que ouve são tão reais, tão perto, tão suaves, lhe apontando saídas luminosas, convidativas. Parece até sentir o cheiro de café que seu pai tanto gosta. Ainda ouve sua mãe chamando-a para sair ao jardim ver as hortências crescerem...
Vai, Clarice, pode chorar.
Abre os olhos e dá o primeiro gole de café, na manhã... é hora de trabalhar, de manter os olhos abertos ao dia e à saudade do coração.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A Insustentável Leveza Do Ser

[...] "Tinha mais ou menos 12 anos quando um dia se viu só, tendo sido abandonada subitamente pelo pai de Franz. Franz suspeitava que alguma coisa de grave havia acontecido, mas sua mãe simulava o drama com palavras neutras e medidas para não traumatizá-lo. Foi nesse dia, quando saía do apartamento para juntos darem um passeio pela cidade, que Franz notou que sua mãe estava com sapatos descasados. Ficou confuso, quis avisá-la, temendo ao mesmo tempo magoá-la. Ficou com ela duas horas pelas ruas sem poder despregar os olhos dos seus pés. Foi então que começou a ter uma vaga idéia do que significava sofrer. "

Milan Kundera

A saudade é mesmo uma dor tão sutil, que ao contrário do que dizem, não nasce de dentro de nós, como costumam ensinar nas escolas literárias por aí... ela vem de fora, como um vírus de uma gripe ou uma febre qualquer. Não é à toa que ela nos faz suspirar; aspiramos ar, um ar entristecido que enche nosso peito, e soltamos impregnados de... saudade [possivelmente contaminando outras pessoas por aí].



sábado, 15 de novembro de 2008


Nos dias de céu claro, você me chama pra viver a brisa.
e eu?
eu corro sem saber porquê.
Você me diz que a forma mais suave do amor é a troca de esperanças.
e eu?
eu choro sem saber porquê.
Eu sei que amo e minhas forças são tuas.
O meu sorriso que você ama é seu. Só seu!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

há tanto ainda que não falei
mas e se eu falasse, de que adiantaria?
alguém entenderia meus rumores
resmungando pro vento ouvir
mas nem ele mostra entender, levando, calado, meus cochichos tristes, desalinhados, chatos.
*
um dia eu grito. daí... calo.

domingo, 2 de novembro de 2008

O Patrão Nosso de Cada Dia

Secos & Molhados

Composição: João Ricardo -

Eu quero o amor
Da flor de cactus
Ela não quis

Eu dei-lhe a flor

De minha vida
Vivo agitado

Eu já não sei se sei
De tudo ou quase tudo

Eu só sei de mim
De nós
De todo o mundo

Eu vivo preso
A sua senha

Sou enganado

Eu solto o ar
No fim do dia
Perdi a vida

Eu já não sei se sei
De nada ou quase nada


Eu só sei de mim
Só sei de mim
Só sei de mim

Patrão nosso
De cada dia
Dia após dia

domingo, 17 de agosto de 2008

me ensina a desenhar?

Sim... eu queria muito saber desenhar... acho uma forma muito autêntica de se manifestar. Acho que se eu tivesse esse domínio, não teria parada, desenharia tudo, tudo, o tempo todo... mas acredito também que desenhar é questão de treino, de empenho.
Algumas vezes [um dia aqui, outro acolá] cheia de paciência e perseverança me sento e começo a desenhar, a treinar minhas mãos destreinadas.
Resolvi colocar alguns que fiz alguns dias atrás.
Os desenhos são do Gonzales, o criador do Níquel Náusea [rato charmoso, amigo de uma barata doidona], os copio constantemente... são meus preferidos e fáceis de tirar...

*that's all.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Coisas que preciso fazer antes de morrer.

1. Saber dirigir um carro.

2. Conversar com o Milan Kundera (para tanto segue o nº3).

3. Aprender a falar francês ou tcheco.

4. Escrever um livro.

5. Produzir um filho.

6. Aprender a cantar.


... há algum tempo atrás, através do blog Vida Pública, fui convidada a fazer um post assim... coisas que quero ou preciso fazer antes de ir pro beleléu. Postei 6 delas, mas sim, tem bem mais que isso... apenas tentei ser compacta, coisa que não sou em real life... um dia no depois-quem-sabe-quando eu coloco o que mais me for necessário antes do adeus final. rsrsrs

sábado, 12 de julho de 2008

i don't want to grow up!
i don't want to grow up!
i don't want to grow up!
i don't want to grow up!
i don't want to grow up!


segunda-feira, 30 de junho de 2008

desenhe... em mim!

Que emocionante...
Para quem ainda não sabe... essas duas grossas panturrilhas, bem definidas e torneadas, são minhas... logo, essa tatuagem linda, feita pela Paty, é minha... eeeeeeeeee
Inclusive, àqueles que gostaram indico o trabalho da Tatuadora Fera que desponta por aí...

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Solteiras são mais felizes do que homens na Europa, diz estudo

Meninas, meninas... chega de achar que ficar pra titia não está na moda, honey!!!

Uma nova pesquisa aponta que 35% das solteiras da Europa se sentem felizes nesta condição. Já os homens se sentem mal sem uma parceira: apenas 9% estão contentes solteiros, segundo o levantamento.

O 2º Estudo Europeu sobre Solteiros 2008, realizado pela agência de namoros Parship e pelo Instituto de Investigações de Mercado Innofact, pesquisou o perfil de homens e mulheres solteiros. Na Europa, há cerca de 160 milhões de solteiros.

Os pesquisadores ouviram 13 mil pessoas entre 18 e 59 anos em 13 países para descrever o perfil dos solteiros do velho continente.

A maioria confessou pouca experiência em namoros. Em média, duas relações sérias ao longo da vida. E nenhum relacionamento há pelo menos um ano.

No máximo, responderam 70%, um encontro pouco importante nos últimos 12 meses.


Ah, mas que confortável essa posição, hein... sarguemos eu, sarguemos tu, sarguemos nós!


terça-feira, 20 de maio de 2008

everybody's gotta learn sometimes.


- Joely?
- Yeah, Tangerine?
- Am I ugly? When I was a kid I though I was. I can't believe I'm crying already. Sometimes I think people don't understand how lonely it is to be a kid. Like you don't matter. So... I'm eight and I have all these toys, these dolls. My favorite is this ugly girl doll who I call Clementine. And I keep yelling at her: 'You can be ugly! Be pretty!'. It's weird. Like if I can transform her I would magically change too.
- You're pretty.
- Joely, don't ever leave me...
- You're pretty. You're pretty. Mierzwiak, please let me keep this memory. Just this one

sábado, 10 de maio de 2008

Marcha da Maconha é proibida em algumas cidades


Uma afronta a liberdade de expressão aconteceu no Brasil neste domingo (4 de maio). A Marcha da Maconha, evento mundial que reivindica a legalização da planta *Cannabis*, foi proibida nas cidades de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Fortaleza, Cuiabá, Salvador, Belo Horizonte e João Pessoa. Para realização da marcha, os organizadores se baseiam no inciso XVI do Artigo 5º da Constituição Federal que diz: "Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente". As justiças locais que vedaram a livre manifestação utilizaram-se dos argumentos de que a marcha vai contra à família, de que é apologia ao consumo e tráfico de entorpecentes e de que os site oficial da marcha tem domínio no estrangeiro e não responde às leis brasileiras.

É válido lembrar que a Marcha da Maconha é totalmente pacífica além de resgatar a solidariedade e proíbir a utilização da maconha e a presença de menores de 18 anos nos locais onde são realizadas. O fato da legislação brasileira não obter regulação para internet, não é problema dos organizadores da marcha. A reinvindicação dos manifestantes é de que ela seja liberada para fins medicinais, espirituais, industriais e recreativos. Sabe-se que o preconceito com uma das ervas mais consumidas do mundo vem da intolerância infundada praticada nos Estados Unidos no século passado. É fato também o consumo diário por todo Brasil, mesmo sendo ilegal, situação análoga ao aborto.

A Marcha da Maconha aconteceu normalmente nas cidades de Porto Alegre, Vitória, Florianópolis e Recife no intuito de discutir os benefícios que traria à sociedade a legalização da maconha, tais como: tolerância religiosa, enfraquecimento do tráfico, melhorias em tratamentos de câncer e HIV, diminuição das monoculturas de eucalipto para produção de papel, geração de emprego entre outros. Nas localidades onde foram proibidas algumas pessoas fizeram o necessário ato de desobediência civil (em algumas cidades, houve pessoas detidas por apologia) e outras farão outro ato no dia 10 de maio (sábado) nas mesmas localidades para protestar contra tamanha piada que é a justiça brasileira.


quarta-feira, 7 de maio de 2008

on on

Winamp ligado, 20:05 cravados no relógio digital, tocando non dis non - vive la fête - attaque surprise.

Há sempre tanto a se escrever, mas o que me vem agora é a sensação que tenho ao observar alguns tipos de seres humanos, tão diferentes uns dos outros e vistos de longe tão parecidos. Estava numa praia paradisíaca dias desses. Verdade - Isso se trata de leitura não-ficcional, factual. – A praia era linda, pude até ver tartarugas nadando por perto das pedras, nas quais confesso ter chegado depois de muita peleja e desconforto e isso não é para mim, não sou dada a essas aventuras ecológicas, prefiro o conforto e a letargia urbana. Mas sim, a praia era mesmo muito bonita e havia para todos os gostos: a sombra, o sol escaldante, areia só, cadeirinhas+cerveja+música a beira mar, pedras à direita e à esquerda, vou ver. Mas as pessoas... (tsc tsc) as pessoas estão eternamente errando e às vezes tornam-se figuras estranhas, desajeitadas e até engraçadas... bizarras? Sim, eu rio das pessoas, disfarço bem, na maioria das vezes, mas eu rio sim. A praia que mencionei que era antes lugar quase-secreto, lugar onde nunca precisava dividir com ninguém, por ser um lugar de tão difícil acesso, logo esquecido, estava cheio de pessoas estranhas, tratando o lugar como o quintal da casa. Que beleza!-pensei, logo na chegada, quando a íngreme trilha acaba no pé da praia, já deu pra ver “a galera reunida”. Vi de tudo um pouco: é gritaria, é frisson demais, maiôs e biquínis desafiando as leis da estética, o povo corre, o povo cai. Riem. Duas mulheres que conversam, desmontadas ao sol, fritam suas peles flácidas e manchadas, saboreiam suas pingas com maracujá (o drink do inferno?) e uma delas berra, já com a voz amolecida pela bebida, com o filho que tem medo d´água.
Mas independente disso, há de haver um “além disso”, para que não se perca o porquê do passeio. Certamente pode soar um tanto ridículo, você ter que se virar com a sua imaginação, num lugar onde, parece, tudo já foi pensado, o que me sobra então? analisar condutas, óbvio. É pequeno demais? é paulista demais? é divertido demais? Sim, claro que é! Quem, em nome do bom Pai, pode se divertir sob um Sol escaldante e sobre uma areia tórrida, enchendo a cara, jogando truco e dando, a cada distribuição de cartas, uma coçadinha nas bandas... é, para dizer pouco, muito engraçado e exótico. Correção necessária: a julgar a noção de divertimento da maioria, a exótica sou eu. O pior, é que parece pura implicância sociopata: foi só virar o rosto... a minha esquerda, quase encostando em mim, um cidadão fofortérrimo abriu uma mochila de pára-quedista e de lá tirou um radinho, desses “portáteis- trezentas- pilhas”, que , como um cachorro adestrado, imediatamente começou a rolar um som... tão alto, e por isso mesmo tão chiado, (nem entro no mérito do gosto musical do figura), foi tão terrivelmente orquestrado que pensei: Opa!!! Agora é pessoal. Não seria nada demais se eu me levantasse dessa cadeirinha desconfortável de plástico e começasse a dançar de forma que pensassem que não tenho coluna cervical, num jogo lânguido dos músculos. Aposto que não seria mesmo nada demais! Arrisco até o contrário, acho que como bailarinos ensaiados, pulariam cinco, seis pessoas ao meu redor, numa rodinha do molejo natural do ser - dançante. Ufa! Em pensar que tudo isso se passou num paraíso natural, que tamanha discrepância... mas quantos paraísos o homem já não profanou com seus vícios idiotas, não?! Imaginem.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Nossa.
Nossa.

Já posso visualizar minha casa nova. Com quadros, cores novas, plantas.

Nossa.
Nossa.

Mas sei que não é pra tão já e sei também que algumas coisas precisam acontecer.

Tá.
Tá.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Ventarola.

Sinto que preciso descansar... afinal, em poucos dias entrarei numa rotina de trabalho há tempos esperada.

Vamos anjos, todos juntos e agora, digam amém bem alto, caso o deus não os ouça... vamos, não consegui ouvir... 1,2,3 e já: amémmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm. Isso... deu até fraqueza nas asinhas?
hahahahaha.

Boas novas me circundam, querendo me abraçar... me namoram e eu as desejo...

wait the next.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Vam-bóra

É, acho que aos poucos as coisas vão se acertando... vão assentando-se no seu devido lugar. Confesso que o difícil é esperar por isso, afinal é como esperar um carro pesado passar, levantando uma agressiva poeira, que dói os olhos e resseca a garganta. É inevitável: você fecha os olhos, a boca e faz cara feia. Depois que a poeira abaixa, notamos que ela assenta-se em tudo, inclusive em você, no seu cabelo, rosto... o carro pesado já se fora, mas o resultado fica em sua volta e em você também. Tudo bem se pensarmos que é normal dividirmos tudo, quando se divide a mesma estrada.
Quero desamassar minha vida.
E isso é mesmo bom!
°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°

quinta-feira, 20 de setembro de 2007



lágrima é dor derretida
dor endurecida é tumor
lágrima é alegria derretida
alegria endurecida é tumor
lágrima é raiva derretida
raiva endurecida é tumor
lágrima é pessoa derretida
pessoa endurecida é tumor
tempo endurecido é tumor
tempo derretido é poema

(Viviane Mosé)



domingo, 16 de setembro de 2007

Minha vida num vídeo-clipe, na minha mão esquerda o controle-remoto e no olhar espanto.

Tenho andado embasbacada e parada eu sou alheia a tudo.

MoNtAnHa-RuSsA de trás pra frente.

Stop.




Exemplificação
http://br.youtube.com/watch?v=V3Kd7IGPyeg

quarta-feira, 12 de setembro de 2007




Começaria arrancando um tufo de cabelo da cabeça grande dela... certamente ela começaria a chorar com aquela voz irritante e nesse instante eu quebraria os dentes dela com um cano de ferro que estaria caído bem ao meu lado. Não me bastaria, a arrastaria pelos cabelos e jogaria terra nos olhos dela. Quebraria a unha do seu dedo mindinho com uma pedra e a sufocaria com uma saia preta até ela desmaiar. A deixaria ali, caída, desajustada, decomposta, sangrando... Sentaria em suas costa e escreveria um bilhete dizendo o quanto a acho medíocre, daninha, rasteira, problemática e neurastênica. Daria um último chute em seu estômago e deixaria o bilhete grudado no sangue que escorreria de seu ouvido.




Sim é o que a raiva me faz pensar bem forte.


Mas como não sou violenta, sou uma mulher pacífica e racional apenas a ignoro.


E morro de ódio.


Ahhhhhhhhhhhh

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Let's break a cup.

Ontem, depois de muito tempo, fui a um bar das antigas, com uma amiga das antigas. Ah isso já tem cara de bêbinhas, né? Sim, exatamente.
Mas foi engraçado porque entrei naquelas demoradas análises do comportamento alheio e tudo voltava a parecer surreal demais pra mim. Pessoas bebendo, rindo alto, quebrando copo (inclusive havia uma mocinha a qual entitulamos de Primeira Dama que quebrou três! Poderia ter nascido uma grega.), cantando música em voz alta e de forma extravagante, azaração, uau que agito sensacional... Nada... numa olhada mais seca e realista da vida, aquele é um local fechado, um quadrado onde toca música e as pessoas compram bebidas, se alcoolizam pra conseguir relaxar, assim rir, assim paquerar, assim falar-falar-falar, assim se acham bonitos, interessantes. Nada mais é que um lugar qualquer, com uma banda sofrível tocando Ultrage à Rigor (argh!) e vendendo alegria engarrafada.


E eu ali, parada e me divertindo ou não com o que acontecia ao meu lado.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

inatividade.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

domingo, 2 de setembro de 2007

constatação - série 8001


- estou em crise porque abandonei minha vida às festanças da preguiça que deitou e rolou em mim.


sábado, 1 de setembro de 2007

.

Às vezes a calçada que falta aos teus pés é a minha que me sobra.
E tropeçamos e caímos então. Mas isso já é problema nosso.


Only it.

sábado, 18 de agosto de 2007



É triste ouvir o vento falar.
Porque ele pode até ter muitas vozes... mas quando ele resolve falar com sua grossa e seca voz... dá medo, dá tristeza, dá pequenininho. Ele saiu de casa batendo portas.

Ontem pude presenciar, posso ainda sentir, que nosso mundo é de plástico e meu bem... nossa alegria é sintética. Punked!
E enquanto tudo gira em torno de mim, num grande multi-colorido girassol, eu fico pensando que isso é mesmo: PISCOdelia. (piada só para alguns poucos entenderem)

O vento preenche a cortina dele mesmo... ela que ressonava encostada na parede, não entende, vira de lado... ele insiste e brinca de novo, não com ela, talvez brinca dela... só porque ele estava sozinho e entristecido disso... ele queria brincar e fazia isso porque era o vento e podia rodopiar.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Ufa.




Ufa.




Acreditem, tinha esquecido a senha do blog... não!





boa noite, noite fria.






quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Vontade de voltar a exercitar o desagrado... vontade de escrever? Uau!

sábado, 7 de janeiro de 2006

Achei essa expressão linda do amor, verbalizada e colorida por uma mulher a qual não conheço, mas que parece que falou de mim, de minha vida, de minha felicidade... "emprestei" do blog do Bê - mais uma vez obrigada, irmão ;)

Se coloco
Meus lençóis
No pequeno varal
Do amor
É para que sequem
Ao vento
Ou
Que molhem
Na brisa
Orvalhada
Da madrugada
Se coloco
Minhas pernas
Nas suas brancas
Pernas
É para que enlouqueçam
A matemática
E nos lençóis lavados
De duas
Virem quatro
Mágicas
Loucuras deslavadas
De pernas que teimam
Raras
Entrelaçadas
Sorrindo a teimosia
Da água
Do banho
Da cama
Pois poeta
Ama
O amor, o lençol,
A água,
E desanda matemáticas
Brancas
E doces quatro
Pernas que amam.

por Renata Correa

terça-feira, 27 de dezembro de 2005

... e quando eu deixei de acreditar no amor, me vem você, sorrindo e engasgando palavras de açúcar... realizando sonhos que eu tinha até enquanto dormia...

domingo, 16 de outubro de 2005

Fique bem, titia... porque a Gigi ama você e precisa de sua presença maternal!

sábado, 15 de outubro de 2005

Cada qual no seu lugar!

Ontem não foi fácil.
Foi estranhamente divertido, uma noite de poucas horas que se dobravam e não acabavam... até que amanheceu... puxa, como foi difícil caminhar até a casa de Andrea. Cambalear não é bonito.

Casa de amigos, Arco, Baratotal... muitas pessoas e conversas que não me lembro ao certo. Risos muitos! Cerveja derrubada na calça, passos trôpegos ao banheiro. E uma banda tocava um rock country... e nem me importei com isso!
Depois ao amanhecer, depois de toda essa viagem pelo mundo do vinho, o telefone toca e escuto a linda voz! Que maneira deliciosa de começar o dia.

segunda-feira, 26 de setembro de 2005

empirismo desconhecido

Hoje a nostalgia do deconhecido me pegou novamente pelos pés...

Um dia que mal vi a cara da rua...

Pensei novamente em fugir...


Corrercorrercorrer... Que saudade daquele que ainda não veio me levar e me mostrar coisas as quais já sabia que conhecia de algum lugar bendito e saudoso de épocas sem distinção e só saudade saudade saudade do muito prazer meu nome é giovana e o seu ah eu já sabia de onde não sei vamos que eu tenho pressa... Corrercorrercorrer

quarta-feira, 21 de setembro de 2005


E por mais que tentamos socorrer aquilo que delicado cai ao chão, nada fazemos senão apenas adiar seu triste pouso...

terça-feira, 20 de setembro de 2005

Será?

Eu Sou Neguinha?
Caetano Veloso
Eu tava encostado ali minha guitarra num quadrado branco, vídeo papelão eu era um enigma, uma interrogação olha que coisa mas que coisa à toa, boa, boa, boa, boa, boa eu tava com graça...tava por acaso ali, não era nada bunda de mulata, muque de peão tava em Madureira, tava na Bahia no Beaubourg, no Bronx, no Bráse eu, e eu, e eu, e eu a me perguntareu sou neguinha? era uma mensagem lia uma mensagem parece bobagem mas não era não eu não decifrava, eu não conseguia mas aquilo ia, e eu ia, e eu ia, e eu ia, e eu ia eu me perguntava era um gesto hippie, um desenho estranhohomens trabalhando, para e contramão e era uma alegria, era uma esperança era dança e dança ou não, ou não, ou não, ou não, ou não tava perguntado:eu sou neguinha? eu sou neguinha? sou neguinha.......eu sou neguinha? sou neguinha.......eu tava rezando ali completamente um crente, uma lente, era uma visão totalmente terceiro sexo totalmente terceiro mundo terceiro milênio carne nua, nua, nua, nua, nua, nua era tão gozado era um trio elétrico, era fantasia escola de samba na televisão cruz no fim do túnel, beco sem saídae eu era a saída, melodia, meio-dia, dia, dia, dia era o que eu dizia:eu sou neguinha? mas via outras coisas: via o moço forte e a mulher macia den’da escuridão via o que é visível, via o que não via e o que poesia e a profecia não vêem mas vêem, vêem, vêem, vêem, vêem é o que parecia que as coisas conversam coisas surpreendentes fatalmente erram, acham solução e que o mesmo signo que eu tento ler e ser é apenas um possível e o impossívelem mim, em mil, em mil, em mil, em mil e a pergunta vinha: eu sou neguinha?

segunda-feira, 19 de setembro de 2005



A vida
é uma concessão
da Natureza

quinta-feira, 18 de agosto de 2005

Leiam palavras de um semi-deus...


GRAMÁTICA
LUIZ TATIT

O substantivo é o substituto do conteúdo
O adjetivo é a nossa impressão sobre quase tudo
O diminutivo é o que aperta o mundo e deixa miúdo
O imperativo é que aperta os outros e deixa mudo

Um homem de letras dizendo idéias sempre se inflama
Um homem de idéias nem usa letras faz ideograma
Se altera as letras, esconde o nome, faz anagrama
Mas se mostra o nome com poucas letras é um telegrama

Nosso verbo ser é uma identidade mas sem projeto
E se temos verbo com objeto é bem mais direto
No entanto falta ter um sujeito pra ter afeto
Mas se é um sujeito que se sujeita ainda é objeto

Todo barbarismo é o português que se repeliu
Um neologismo é uma palavra que não se ouviu
Já o idiotismo é tudo que a língua não traduziu
Mas tem idiotismo também na fala de um imbecil

quarta-feira, 10 de agosto de 2005

Contra O Tempo
Rita Ribeiro
Composição: Vander Lee


Corro contra o tempo pra te ver
Eu vivo louco por querer você
Ôôô, morro de saudade a culpa é sua
Bares, ruas, estradas, desertos, luas
Que atravesso em noites nuas
Ôôô, só me levam pra onde está você
O vento que sopra meu rosto cega
Só o seu calor me leva
Ôôô, de uma estrela pra lembrança sua
(...)
Ôôô, todo acaso finda em seu sorriso nu
Na madrugada uma balada soul
Um som assim meio rock n' roll
Ôôô, só me serve pra lembrar você
Qualquer canção que eu faça tem sua cara
Rima rica, jóia rara
Ôôô, tempestade louca no Saara


A Tempo

Quando você me perguntar talvez eu saiba lhe dizer à respeito do laço que meus olhos amarraram sua imagem à cores e em cheiros que moram em minha santa necessidade de ti.

E queira você saber do meu prestimoso véu o qual desfolharei às lembranças do que fomos e seremos num festejar de firmamentos.

Mas se eu não souber lhe dizer descodifique a mensagem através das batidas ritmadas do meu coração.

há problema no calar?

E se não queira saber por mim um dia quererá saberá e caberá por si.

terça-feira, 9 de agosto de 2005

Dois Lados

Não guardo em meu poema o brio
nem esqueço de aquecer meus versos.

Há muito corro de encontro à sorte
do impacto guardarei apenas as flores.

Minha consciência divorciou-se do escrúpulo
e pede indenização pelos atos não realizados.

A questão apresentou-se clara
primeiro resolva-se para depois despir-se.

quinta-feira, 21 de julho de 2005




Papo de Poesia

Sou aquilo que me enredo
Sou chuva que transcorre
ou papo que me meto
Sou feito uma joaninha
que não consegue enxergar
além do branco de uma margarida.

quarta-feira, 20 de julho de 2005

Aquela tarde tão rosa
tão clara e viva, chegou
me trazendo sussurros
me cercando de juras
me entregando certezas
de que um dia
tudo estaria no lugar
Mas tudo o que vem
traz comédias e dramas
e não seria diferente
com minha tarde cor-de-rosa
que trouxe numa caixinha,
embrulhada de lembranças,
muita esperança enfeitada
com rendas de sentimento bom
Minha Tarde sorriu espantada,
pensou que me encontraria
desiludida e escurecida
Pois o que ela sabia
era o que o vento segredou
e lhe enviou por uma folha amarelada,
rodopiando quase seca, disse assim:
- Nesses anos todos, Rosa Tarde,
ela não foi nem um terço,
muito menos um rosário
do que queria ser.
Sorri e lhe expliquei
para que não se aborrecesse
afinal a vida seguia
e o desencanto seria
a raíz do meu mais belo fruto
"Me dê seis meses
me dê uma mudança de estação
espere que o tempo dê o gosto do passado
naquele amarelo sem gosto.
E com toda vontade de ser pra sempre
estacionarei um sorriso
e criarei garras
com as quais levarei,
através do mesmo vento alcoviteiro,
belas notícias
à senhora, Mãe-Tarde-Rosa"
Que também entende
e muito aguarda
o final do meu resguardo

Jun/04

Meu momento Simbolista...

terça-feira, 19 de julho de 2005

A Dona do Drama


A novela mexicana que iniciará em breve no Pequenos Contos Psicodélicos, que como um bom drama tem morte no final... e não foi a mocinha quem morreu ;)

segunda-feira, 18 de julho de 2005


Simples Desejo
Luciana Mello

Que tal abrir a porta do dia-a-dia
Entrar sem pedir licença
Sem parar pra pensar,
Pensar em nada…
Legal ficar sorrindo à toa
Sorrir pra qualquer pessoa
Andar sem rumo na rua
Pra viver e pra ver
Não é preciso muito
Atenção, a lição
Está em cada gesto
Tá no mar, tá no ar
No brilho dos seus olhos
Eu não quero tudo de uma vez
Eu só tenho um simples desejo
Hoje eu só quero que o dia termine bem
Hoje eu só quero que o dia termine muito bem
Legal ficar sorrindo à toa
Sorrir pra qualquer pessoa
Andar sem rumo na rua
Pra viver e pra ver
Não é preciso muito não
Atenção, a lição
Está em cada gesto
Tá no mar, tá no ar
No brilho dos seus olhos
Eu não quero tudo de uma vez não
Eu só tenho um simples desejo
Hoje eu só quero que o dia termine bem
Hoje eu só quero que o dia termine muito bem

Bom dia, dia bom!

"Tarde cinza é não te ver
Oceano, te olhar
Sudoeste quer dizer
Chuva de vento no mar"
( Leila Pinheiro / Ciclovia)


"Chega de tolas fugas.
Te pertenço
Te possuo
Te encorajo
Te seduzo...

O conflito está em que:
Quanto mais te livro
Mais te prendo.
Quanto mais te salto
Mais me pulo."


Belo poema de Alexandre Beanes, gentilmente cedido para enfeitar meu blog... né, Bê?

domingo, 17 de julho de 2005

Incertezas, apenas.

Acho que quando as palavras se calam é porque os sentimentos se transformam e se embrulham na cabeça, no coração e no estômago. Acho...

Acho que enquanto eu penso e me reviro, o mundo gira rápido demais me trazendo a sensação de uma labirintite quase lírica. Acho...

Acho que chegou a hora de jogar a mochila nas minhas costas, antes que elas fiquem frágeis demais para agüentar o peso que eu tenha que carregar. Acho...

Acho que dançar é a expressão corporal mais autêntica, mas dançar sem esperar é sinal de má sorte. Acho...

Acho que está faltando borboleta no meu jardim, talvez tenha a ver com o fato de eu ter plantado apenas cactos. Acho...

“Acho que o tempo anda passando a mão em mim... Acho que o tempo anda me comendo, e se é pra me comer que seja com o meu consentimento.”

sexta-feira, 15 de julho de 2005


Toda mulher quer ser amada,
Toda mulher quer ser feliz,
Toda mulher se faz de coitada,
Toda mulher é meio Leila Diniz

Os Cegos Do Castelo
Nando Reis

Eu não quero mais mentir
Usar espinhos que só causam dor
Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu
Dos cegos do castelo me despeço e vou
A pé até encontrar
Um caminho, o lugar
Pro que eu sou
Eu não quero mais dormir
De olhos abertos me esquenta o sol
Eu não espero que um revólver venha explodir
Na minha testa se anunciou
A pé a fé devagar
Foge o destino do azar
Que restou
E se você puder me olhar
E se você quiser me achar
E se você trouxer o seu lar
Eu vou cuidar, eu cuidarei dele
Eu vou cuidar
Do seu jardim
Eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele
Eu vou cuidar
Eu cuidarei do seu jantar
Do céu e do mar, e de você e de mim

quinta-feira, 14 de julho de 2005

Bonito? Não! Lindo...


Venha como você é,
como você era
Como eu quero que você seja
Como um amigo, como um amigo
Como um velho inimigo

quarta-feira, 13 de julho de 2005

Amigos


Os amo...








Bê, Dindinha e Eu...

Sou Greenwish... Começo do zero!


" Todos nós somos chamados para o exercício da reformulação, onde vários e vários caminhos se abrem, possibilitando sempre uma nova oportunidade para nossa vida. A vida vai desabrochando em nós, saindo das nossas entranhas, rompendo o mistério do nosso inconsciente e brotando na superfície em forma de corpo, sentimento e mentes.
Nesse trajeto de despertar, todos nós vivemos a angústia de não sabermos em que direção caminhamos, de não termos a convicção do que será o amanhã.
No entanto, só a confiança na vida e na nossa luz interior pode nos assegurar que o destino tenha força de nos levar à felicidade. " (Calunga- Fique com a Luz - pg 172)
Giramundo
Fernanda Porto

Giramundo
Me leve pra outro lugar
Sua estrela, a música,
Me ensina o caminho
Se um dia eu quiser ver
O que meus olhos não alcançarem
Eu tenho algo pra dizer
Mas não falo a sua língua
É mais do que querer,
Eu sei que vou te encontrar
Estrela de muitas pontas
E seus milhões de retalhos
Giramundo
Eu sei que vou te encontrar
Me faltam as palavras
Mas quem fala é a música
Te chamo pra essa dança
Com você meu corpo gira
Em cada movimento
Te descubro um pouco mais
Me perco nas batidas
Pois meu coração dispara
Invento um novo amor
Nessa língua universal
Giramundo
Desejo não vai me faltar
Em cada movimento,
Um feixe de cores
Eu sigo essa viagem
Giramundo, mundo gira
Na minha mala leve,
As maçãs do meu amor
São tantos decibéis
Para abrir esse caminho
De coração aberto,
Hoje ninguém fica sozinho
Gira, gira, giramundo
Me leve para outro lugar

quinta-feira, 7 de julho de 2005

Diminuição do nível de consciência.

Sinto-me presa numa caixa tão espaçosa quanto uma de fósforos... Não falta ar, é verdade, mas sinto falta da luz, de correr pela rua, de dançar na música.
Vez ou outra abre-se uma fresta da tampa superior, num espaço que dê para passar uma mão, e ela me entrega anestésicos, tranqüilizantes, anti-inflamatórios e cds da Alanis. Fiquei realmente chateada porque até já aprendi a engolir comprimidos sem água, mas não tenho uma CD Player.

...
Eu ouço as estrelas conspirando contra mim * Eu sei que as plantas me vigiam do jardim * As luzes querem me ofuscar * Eu só quero que essa luz me cegue * Nem cinco minutos guardados dentro de cada cigarro * Não há pára-brisa pra limpar, nem vidros no teu carro * O meu corpo não quer descansar * Não há guarda-chuva contra o amor * O teu perfume quer me envenenar * Minha mente gira como um ventilador * A chama do teu isqueiro quer incendiar a cidade * Teus pés vão girando igual aos da porta estandarte * Tanto faz qual é a cor da sua blusa * Tanto faz a roupa que você usa * Faça calor ou faça frio * É sempre carnaval no Brasil * Eu estou no meio da rua * Você está no meio de tudo * O teu relógio quer acelerar,quer apressar os meus passos * Não há pára-raio contra o que vem de baixo.

segunda-feira, 4 de julho de 2005

Vida loca vida

Estão pra compor nesse mundo de meu Deus, uma música que me complete mais, verso por verso...

Hand in my pocket
Mão no bolso

I'm broke but I'm happy
estou quebrada mas estou feliz
I'm poor but I'm kind
Estou pobre mas estou gentil
I'm short but I'm healthy, yeah
Sou curta mas estou alta, sim
I'm high but I'm grounded
Estou viajando, mas estou de castigo
I'm sane but I'm overwhelmed
Sou sensata mas subjugada
I'm lost but I'm hopeful baby
Estou perdida mas estou esperançosa, baby
An' what it all comes down to
E a que tudo isto se resume?
Is that everything's gonna be fine fine fine
É que tudo ficará bem, bem, bem
cos I've got one hand in my pocket
Porque uma de minhas mãos esta no bolso
And the other one is giving a high five
E a outra está dando um aperto de mão
I feel drunk but I'm sober
Me sinto bêbada mas estou sóbria
I'm young and I'm underpaid
Sou jovem e mal paga
I'm tired but I'm working, yeah
Estou cansada mas estou trabalhando, sim
I care but I'm restless
Sou cuidadosa mas estou descansada
I'm here but I'm really gone
Estou aqui mas eu realmente já era
I'm wrong and I'm sorry baby
Estou errada e me desculpe, baby
An' What it all comes down to
E a o que tudo isto se resume?
Is that everything's gonna be quite alright
É que tudo ficará numa boa
Cos I've got one hand in my pocket
Porque uma de minhas mãos esta no bolso,
And the other is flicking a cigarette
E a outra estava acendendo um cigarro
An' what is all comes down to
E a o que tudo isto se resume?
Is that I haven't got it all figured out just yet
Ainda não entendi tudo
Cos I've got one hand in my pocket
Porque uma de minhas mãos esta no bolso,
And the other one is giving the peace sign
E a outra dando o sinal da paz
I'm free but I'm focused
Estou livre mas focada
I'm green but I'm wise
Sou ingênua, mas sou esperta
I'm hard but I'm friendly baby
Sou dura mas amigável, baby
I'm sad but I'm laughing
Estou triste mas estou rindo
I'm brave but I'm chicken shit
Sou brava mas sou uma covarde
I'm sick but I'm pretty baby
Estou doente mas estou bonita, baby
An' what it all boils down to
E a que tudo se resume
Is that no one's really got it figured out just yet
É que ninguém conseguiu decifrar tudo
I've got one hand in my pocket
Eu estou com uma mão no bolso
And the other one is playing the piano
E a outra tocando piano
What it all comes down to my friends
E a o que tudo isto se resume, meus amigos?
Is that everything's just fine fine fine
É que tudo ficará bem, bem, bem
I've got one hand in my pocket
Eu estou com uma mão no bolso
And the other one is hailing a taxi cab...
E a outra chamando um táxi...

Alanis Morissette (A Semi-Deusa que caminha entre nós)

quinta-feira, 30 de junho de 2005

Mais um dia triste...


Não acho justo só escrever quando a tristeza me pega pelo pé... mas já que meus leitores só me observam sem comentar, sem nem um comentariozinho...vai aí a paga...
Estou triste porque aquilo que tanto quis não rolou. E por que não rolou, meus amigos? Por medo... já ouviram falar do medo? Medo... medo... medonho... medonho medo... ( suspiros enfadados )
Mas acho que ficarei bem... quanto tempo será que demorará pra que eu não pense mais nisso? Enquanto não passar não reparem no inchaço dos meus olhos... o processo é lento...
Pois então que tocou (me) na rádio
"por favor não me esqueça"
lembrei-me de quem não esqueço
e não só senti
como ouvi a dor gritar aos meus ouvidos:
pra que começar lesando o coração?

Porque de todas as inexpressões de minha vida
você é a que me entorpece
me amarra a seus pés
nem meu choro te comove
e nem meus olhos tristes
agora... tudo foge ao meu controle

E o medo -palavra mal pronunciada, mal dita-
é um agente duplo e de presença insuportável
que mora em você
mas que se deita comigo
(e bem em cima de sua ausência)
em toda noite mal dormida

Pois então que me entregaria arrebatada
ao sono
ao repouso de todos os meus sentidos
à letargia necessária
já que não quero mais chorar

Dorme que a música já acabou...