sábado, 18 de agosto de 2007



É triste ouvir o vento falar.
Porque ele pode até ter muitas vozes... mas quando ele resolve falar com sua grossa e seca voz... dá medo, dá tristeza, dá pequenininho. Ele saiu de casa batendo portas.

Ontem pude presenciar, posso ainda sentir, que nosso mundo é de plástico e meu bem... nossa alegria é sintética. Punked!
E enquanto tudo gira em torno de mim, num grande multi-colorido girassol, eu fico pensando que isso é mesmo: PISCOdelia. (piada só para alguns poucos entenderem)

O vento preenche a cortina dele mesmo... ela que ressonava encostada na parede, não entende, vira de lado... ele insiste e brinca de novo, não com ela, talvez brinca dela... só porque ele estava sozinho e entristecido disso... ele queria brincar e fazia isso porque era o vento e podia rodopiar.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Ufa.




Ufa.




Acreditem, tinha esquecido a senha do blog... não!





boa noite, noite fria.






quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Vontade de voltar a exercitar o desagrado... vontade de escrever? Uau!

sábado, 7 de janeiro de 2006

Achei essa expressão linda do amor, verbalizada e colorida por uma mulher a qual não conheço, mas que parece que falou de mim, de minha vida, de minha felicidade... "emprestei" do blog do Bê - mais uma vez obrigada, irmão ;)

Se coloco
Meus lençóis
No pequeno varal
Do amor
É para que sequem
Ao vento
Ou
Que molhem
Na brisa
Orvalhada
Da madrugada
Se coloco
Minhas pernas
Nas suas brancas
Pernas
É para que enlouqueçam
A matemática
E nos lençóis lavados
De duas
Virem quatro
Mágicas
Loucuras deslavadas
De pernas que teimam
Raras
Entrelaçadas
Sorrindo a teimosia
Da água
Do banho
Da cama
Pois poeta
Ama
O amor, o lençol,
A água,
E desanda matemáticas
Brancas
E doces quatro
Pernas que amam.

por Renata Correa

terça-feira, 27 de dezembro de 2005

... e quando eu deixei de acreditar no amor, me vem você, sorrindo e engasgando palavras de açúcar... realizando sonhos que eu tinha até enquanto dormia...

domingo, 16 de outubro de 2005

Fique bem, titia... porque a Gigi ama você e precisa de sua presença maternal!

sábado, 15 de outubro de 2005

Cada qual no seu lugar!

Ontem não foi fácil.
Foi estranhamente divertido, uma noite de poucas horas que se dobravam e não acabavam... até que amanheceu... puxa, como foi difícil caminhar até a casa de Andrea. Cambalear não é bonito.

Casa de amigos, Arco, Baratotal... muitas pessoas e conversas que não me lembro ao certo. Risos muitos! Cerveja derrubada na calça, passos trôpegos ao banheiro. E uma banda tocava um rock country... e nem me importei com isso!
Depois ao amanhecer, depois de toda essa viagem pelo mundo do vinho, o telefone toca e escuto a linda voz! Que maneira deliciosa de começar o dia.

segunda-feira, 26 de setembro de 2005

empirismo desconhecido

Hoje a nostalgia do deconhecido me pegou novamente pelos pés...

Um dia que mal vi a cara da rua...

Pensei novamente em fugir...


Corrercorrercorrer... Que saudade daquele que ainda não veio me levar e me mostrar coisas as quais já sabia que conhecia de algum lugar bendito e saudoso de épocas sem distinção e só saudade saudade saudade do muito prazer meu nome é giovana e o seu ah eu já sabia de onde não sei vamos que eu tenho pressa... Corrercorrercorrer

quarta-feira, 21 de setembro de 2005


E por mais que tentamos socorrer aquilo que delicado cai ao chão, nada fazemos senão apenas adiar seu triste pouso...

terça-feira, 20 de setembro de 2005

Será?

Eu Sou Neguinha?
Caetano Veloso
Eu tava encostado ali minha guitarra num quadrado branco, vídeo papelão eu era um enigma, uma interrogação olha que coisa mas que coisa à toa, boa, boa, boa, boa, boa eu tava com graça...tava por acaso ali, não era nada bunda de mulata, muque de peão tava em Madureira, tava na Bahia no Beaubourg, no Bronx, no Bráse eu, e eu, e eu, e eu a me perguntareu sou neguinha? era uma mensagem lia uma mensagem parece bobagem mas não era não eu não decifrava, eu não conseguia mas aquilo ia, e eu ia, e eu ia, e eu ia, e eu ia eu me perguntava era um gesto hippie, um desenho estranhohomens trabalhando, para e contramão e era uma alegria, era uma esperança era dança e dança ou não, ou não, ou não, ou não, ou não tava perguntado:eu sou neguinha? eu sou neguinha? sou neguinha.......eu sou neguinha? sou neguinha.......eu tava rezando ali completamente um crente, uma lente, era uma visão totalmente terceiro sexo totalmente terceiro mundo terceiro milênio carne nua, nua, nua, nua, nua, nua era tão gozado era um trio elétrico, era fantasia escola de samba na televisão cruz no fim do túnel, beco sem saídae eu era a saída, melodia, meio-dia, dia, dia, dia era o que eu dizia:eu sou neguinha? mas via outras coisas: via o moço forte e a mulher macia den’da escuridão via o que é visível, via o que não via e o que poesia e a profecia não vêem mas vêem, vêem, vêem, vêem, vêem é o que parecia que as coisas conversam coisas surpreendentes fatalmente erram, acham solução e que o mesmo signo que eu tento ler e ser é apenas um possível e o impossívelem mim, em mil, em mil, em mil, em mil e a pergunta vinha: eu sou neguinha?

segunda-feira, 19 de setembro de 2005



A vida
é uma concessão
da Natureza

quinta-feira, 18 de agosto de 2005

Leiam palavras de um semi-deus...


GRAMÁTICA
LUIZ TATIT

O substantivo é o substituto do conteúdo
O adjetivo é a nossa impressão sobre quase tudo
O diminutivo é o que aperta o mundo e deixa miúdo
O imperativo é que aperta os outros e deixa mudo

Um homem de letras dizendo idéias sempre se inflama
Um homem de idéias nem usa letras faz ideograma
Se altera as letras, esconde o nome, faz anagrama
Mas se mostra o nome com poucas letras é um telegrama

Nosso verbo ser é uma identidade mas sem projeto
E se temos verbo com objeto é bem mais direto
No entanto falta ter um sujeito pra ter afeto
Mas se é um sujeito que se sujeita ainda é objeto

Todo barbarismo é o português que se repeliu
Um neologismo é uma palavra que não se ouviu
Já o idiotismo é tudo que a língua não traduziu
Mas tem idiotismo também na fala de um imbecil

quarta-feira, 10 de agosto de 2005

Contra O Tempo
Rita Ribeiro
Composição: Vander Lee


Corro contra o tempo pra te ver
Eu vivo louco por querer você
Ôôô, morro de saudade a culpa é sua
Bares, ruas, estradas, desertos, luas
Que atravesso em noites nuas
Ôôô, só me levam pra onde está você
O vento que sopra meu rosto cega
Só o seu calor me leva
Ôôô, de uma estrela pra lembrança sua
(...)
Ôôô, todo acaso finda em seu sorriso nu
Na madrugada uma balada soul
Um som assim meio rock n' roll
Ôôô, só me serve pra lembrar você
Qualquer canção que eu faça tem sua cara
Rima rica, jóia rara
Ôôô, tempestade louca no Saara


A Tempo

Quando você me perguntar talvez eu saiba lhe dizer à respeito do laço que meus olhos amarraram sua imagem à cores e em cheiros que moram em minha santa necessidade de ti.

E queira você saber do meu prestimoso véu o qual desfolharei às lembranças do que fomos e seremos num festejar de firmamentos.

Mas se eu não souber lhe dizer descodifique a mensagem através das batidas ritmadas do meu coração.

há problema no calar?

E se não queira saber por mim um dia quererá saberá e caberá por si.

terça-feira, 9 de agosto de 2005

Dois Lados

Não guardo em meu poema o brio
nem esqueço de aquecer meus versos.

Há muito corro de encontro à sorte
do impacto guardarei apenas as flores.

Minha consciência divorciou-se do escrúpulo
e pede indenização pelos atos não realizados.

A questão apresentou-se clara
primeiro resolva-se para depois despir-se.

quinta-feira, 21 de julho de 2005




Papo de Poesia

Sou aquilo que me enredo
Sou chuva que transcorre
ou papo que me meto
Sou feito uma joaninha
que não consegue enxergar
além do branco de uma margarida.

quarta-feira, 20 de julho de 2005

Aquela tarde tão rosa
tão clara e viva, chegou
me trazendo sussurros
me cercando de juras
me entregando certezas
de que um dia
tudo estaria no lugar
Mas tudo o que vem
traz comédias e dramas
e não seria diferente
com minha tarde cor-de-rosa
que trouxe numa caixinha,
embrulhada de lembranças,
muita esperança enfeitada
com rendas de sentimento bom
Minha Tarde sorriu espantada,
pensou que me encontraria
desiludida e escurecida
Pois o que ela sabia
era o que o vento segredou
e lhe enviou por uma folha amarelada,
rodopiando quase seca, disse assim:
- Nesses anos todos, Rosa Tarde,
ela não foi nem um terço,
muito menos um rosário
do que queria ser.
Sorri e lhe expliquei
para que não se aborrecesse
afinal a vida seguia
e o desencanto seria
a raíz do meu mais belo fruto
"Me dê seis meses
me dê uma mudança de estação
espere que o tempo dê o gosto do passado
naquele amarelo sem gosto.
E com toda vontade de ser pra sempre
estacionarei um sorriso
e criarei garras
com as quais levarei,
através do mesmo vento alcoviteiro,
belas notícias
à senhora, Mãe-Tarde-Rosa"
Que também entende
e muito aguarda
o final do meu resguardo

Jun/04

Meu momento Simbolista...

terça-feira, 19 de julho de 2005

A Dona do Drama


A novela mexicana que iniciará em breve no Pequenos Contos Psicodélicos, que como um bom drama tem morte no final... e não foi a mocinha quem morreu ;)

segunda-feira, 18 de julho de 2005


Simples Desejo
Luciana Mello

Que tal abrir a porta do dia-a-dia
Entrar sem pedir licença
Sem parar pra pensar,
Pensar em nada…
Legal ficar sorrindo à toa
Sorrir pra qualquer pessoa
Andar sem rumo na rua
Pra viver e pra ver
Não é preciso muito
Atenção, a lição
Está em cada gesto
Tá no mar, tá no ar
No brilho dos seus olhos
Eu não quero tudo de uma vez
Eu só tenho um simples desejo
Hoje eu só quero que o dia termine bem
Hoje eu só quero que o dia termine muito bem
Legal ficar sorrindo à toa
Sorrir pra qualquer pessoa
Andar sem rumo na rua
Pra viver e pra ver
Não é preciso muito não
Atenção, a lição
Está em cada gesto
Tá no mar, tá no ar
No brilho dos seus olhos
Eu não quero tudo de uma vez não
Eu só tenho um simples desejo
Hoje eu só quero que o dia termine bem
Hoje eu só quero que o dia termine muito bem

Bom dia, dia bom!

"Tarde cinza é não te ver
Oceano, te olhar
Sudoeste quer dizer
Chuva de vento no mar"
( Leila Pinheiro / Ciclovia)


"Chega de tolas fugas.
Te pertenço
Te possuo
Te encorajo
Te seduzo...

O conflito está em que:
Quanto mais te livro
Mais te prendo.
Quanto mais te salto
Mais me pulo."


Belo poema de Alexandre Beanes, gentilmente cedido para enfeitar meu blog... né, Bê?