segunda-feira, 25 de maio de 2009

O cansaço físico também é uma forma de nos fazer sentir vivos... não? ah é...
Pode parecer mediocridade, mas medíocres somos mesmo, nada melhor que dor nas costas pra lembrarmos do peso do dia... dor nas pernas pra lembrarmos o quanto caminhamos... dor na cabeça pra lembrar daquilo que a cabeça não esquece.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O.o


Quem me conhece que sabe... sou uma pessoa de bons resultados, porém preguiçosa... teria tatuado nos dedos "Lady Lazy"... porém, ando me esforçando pra fazer tudo direitinho...
Isso não costuma ser uma postura minha... não é o que, por exemplo, me caracteriza... mas tenho gostado.
Viciante sensação de bem estar com tudo certo, pronto, só esperando alguém chegar e perguntar sobre... coisas prontas e bem acabadas esperam apenas cobranças... é quando fazemos uma baita faxina em casa e assim, por isso, esperamos visita.
Que bom, de qualquer forma, viver esse bem-estar-fake.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Ahhhh... os simples prazeres da vida, aqueles que te fazem sentir uma tranquilidade sinestésica, como se respirasse uma harmonia natural... não precisa lembrar de nada transcedental, afinal... pense num relaxamento mútuo: corpo e mente...
*
ainda chego lá.
*
um dia =)

terça-feira, 28 de abril de 2009

retalhos.

Ela se esconde atrás do pai, só que agora ela quer o colo da mãe
E enquanto recebe o afago da mãe, olha para os cachos do pai
talvez ela ainda consiga entender aquele brilho nos olhos
O abraço é forte e tudo o que mais precisava e queria.
O sorriso é gratuito e brota sem esforço
Ela se lança naquele momento, uma tarde que chega ao fim, maio ganha mais cor, o ar ganha um novo cheiro
Tudo percorre em seus olhos, tudo agora é harmonioso. provável que tudo agora é harmonioso. provável que tudo se transforme em doces lembranças
Lembranças de doces, cheiros e gostos, Clarice já não espera o vento soprar de frente pra trás, se chorar aliviasse
a saudade, choraria.
mas chorar só é concretizar a dor. E tudo foi tão bom, que só sorri. Olhar para trás é sentir-se protegida.
Ela sabe, o amor transcende a distância, aquelas figuras do passado estão tão presentes sempre. O futuro está embrulhado em um papel transparente, o futuro é transparente.
E as vozes que ouve são tão reais, tão perto, tão suaves, lhe apontando saídas luminosas, convidativas. Parece até sentir o cheiro de café que seu pai tanto gosta. Ainda ouve sua mãe chamando-a para sair ao jardim ver as hortências crescerem...
Vai, Clarice, pode chorar.
Abre os olhos e dá o primeiro gole de café, na manhã... é hora de trabalhar, de manter os olhos abertos ao dia e à saudade do coração.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A Insustentável Leveza Do Ser

[...] "Tinha mais ou menos 12 anos quando um dia se viu só, tendo sido abandonada subitamente pelo pai de Franz. Franz suspeitava que alguma coisa de grave havia acontecido, mas sua mãe simulava o drama com palavras neutras e medidas para não traumatizá-lo. Foi nesse dia, quando saía do apartamento para juntos darem um passeio pela cidade, que Franz notou que sua mãe estava com sapatos descasados. Ficou confuso, quis avisá-la, temendo ao mesmo tempo magoá-la. Ficou com ela duas horas pelas ruas sem poder despregar os olhos dos seus pés. Foi então que começou a ter uma vaga idéia do que significava sofrer. "

Milan Kundera

A saudade é mesmo uma dor tão sutil, que ao contrário do que dizem, não nasce de dentro de nós, como costumam ensinar nas escolas literárias por aí... ela vem de fora, como um vírus de uma gripe ou uma febre qualquer. Não é à toa que ela nos faz suspirar; aspiramos ar, um ar entristecido que enche nosso peito, e soltamos impregnados de... saudade [possivelmente contaminando outras pessoas por aí].



sábado, 15 de novembro de 2008


Nos dias de céu claro, você me chama pra viver a brisa.
e eu?
eu corro sem saber porquê.
Você me diz que a forma mais suave do amor é a troca de esperanças.
e eu?
eu choro sem saber porquê.
Eu sei que amo e minhas forças são tuas.
O meu sorriso que você ama é seu. Só seu!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

há tanto ainda que não falei
mas e se eu falasse, de que adiantaria?
alguém entenderia meus rumores
resmungando pro vento ouvir
mas nem ele mostra entender, levando, calado, meus cochichos tristes, desalinhados, chatos.
*
um dia eu grito. daí... calo.

domingo, 2 de novembro de 2008

O Patrão Nosso de Cada Dia

Secos & Molhados

Composição: João Ricardo -

Eu quero o amor
Da flor de cactus
Ela não quis

Eu dei-lhe a flor

De minha vida
Vivo agitado

Eu já não sei se sei
De tudo ou quase tudo

Eu só sei de mim
De nós
De todo o mundo

Eu vivo preso
A sua senha

Sou enganado

Eu solto o ar
No fim do dia
Perdi a vida

Eu já não sei se sei
De nada ou quase nada


Eu só sei de mim
Só sei de mim
Só sei de mim

Patrão nosso
De cada dia
Dia após dia

domingo, 17 de agosto de 2008

me ensina a desenhar?

Sim... eu queria muito saber desenhar... acho uma forma muito autêntica de se manifestar. Acho que se eu tivesse esse domínio, não teria parada, desenharia tudo, tudo, o tempo todo... mas acredito também que desenhar é questão de treino, de empenho.
Algumas vezes [um dia aqui, outro acolá] cheia de paciência e perseverança me sento e começo a desenhar, a treinar minhas mãos destreinadas.
Resolvi colocar alguns que fiz alguns dias atrás.
Os desenhos são do Gonzales, o criador do Níquel Náusea [rato charmoso, amigo de uma barata doidona], os copio constantemente... são meus preferidos e fáceis de tirar...

*that's all.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Coisas que preciso fazer antes de morrer.

1. Saber dirigir um carro.

2. Conversar com o Milan Kundera (para tanto segue o nº3).

3. Aprender a falar francês ou tcheco.

4. Escrever um livro.

5. Produzir um filho.

6. Aprender a cantar.


... há algum tempo atrás, através do blog Vida Pública, fui convidada a fazer um post assim... coisas que quero ou preciso fazer antes de ir pro beleléu. Postei 6 delas, mas sim, tem bem mais que isso... apenas tentei ser compacta, coisa que não sou em real life... um dia no depois-quem-sabe-quando eu coloco o que mais me for necessário antes do adeus final. rsrsrs

sábado, 12 de julho de 2008

i don't want to grow up!
i don't want to grow up!
i don't want to grow up!
i don't want to grow up!
i don't want to grow up!


segunda-feira, 30 de junho de 2008

desenhe... em mim!

Que emocionante...
Para quem ainda não sabe... essas duas grossas panturrilhas, bem definidas e torneadas, são minhas... logo, essa tatuagem linda, feita pela Paty, é minha... eeeeeeeeee
Inclusive, àqueles que gostaram indico o trabalho da Tatuadora Fera que desponta por aí...

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Solteiras são mais felizes do que homens na Europa, diz estudo

Meninas, meninas... chega de achar que ficar pra titia não está na moda, honey!!!

Uma nova pesquisa aponta que 35% das solteiras da Europa se sentem felizes nesta condição. Já os homens se sentem mal sem uma parceira: apenas 9% estão contentes solteiros, segundo o levantamento.

O 2º Estudo Europeu sobre Solteiros 2008, realizado pela agência de namoros Parship e pelo Instituto de Investigações de Mercado Innofact, pesquisou o perfil de homens e mulheres solteiros. Na Europa, há cerca de 160 milhões de solteiros.

Os pesquisadores ouviram 13 mil pessoas entre 18 e 59 anos em 13 países para descrever o perfil dos solteiros do velho continente.

A maioria confessou pouca experiência em namoros. Em média, duas relações sérias ao longo da vida. E nenhum relacionamento há pelo menos um ano.

No máximo, responderam 70%, um encontro pouco importante nos últimos 12 meses.


Ah, mas que confortável essa posição, hein... sarguemos eu, sarguemos tu, sarguemos nós!


terça-feira, 20 de maio de 2008

everybody's gotta learn sometimes.


- Joely?
- Yeah, Tangerine?
- Am I ugly? When I was a kid I though I was. I can't believe I'm crying already. Sometimes I think people don't understand how lonely it is to be a kid. Like you don't matter. So... I'm eight and I have all these toys, these dolls. My favorite is this ugly girl doll who I call Clementine. And I keep yelling at her: 'You can be ugly! Be pretty!'. It's weird. Like if I can transform her I would magically change too.
- You're pretty.
- Joely, don't ever leave me...
- You're pretty. You're pretty. Mierzwiak, please let me keep this memory. Just this one

sábado, 10 de maio de 2008

Marcha da Maconha é proibida em algumas cidades


Uma afronta a liberdade de expressão aconteceu no Brasil neste domingo (4 de maio). A Marcha da Maconha, evento mundial que reivindica a legalização da planta *Cannabis*, foi proibida nas cidades de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Fortaleza, Cuiabá, Salvador, Belo Horizonte e João Pessoa. Para realização da marcha, os organizadores se baseiam no inciso XVI do Artigo 5º da Constituição Federal que diz: "Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente". As justiças locais que vedaram a livre manifestação utilizaram-se dos argumentos de que a marcha vai contra à família, de que é apologia ao consumo e tráfico de entorpecentes e de que os site oficial da marcha tem domínio no estrangeiro e não responde às leis brasileiras.

É válido lembrar que a Marcha da Maconha é totalmente pacífica além de resgatar a solidariedade e proíbir a utilização da maconha e a presença de menores de 18 anos nos locais onde são realizadas. O fato da legislação brasileira não obter regulação para internet, não é problema dos organizadores da marcha. A reinvindicação dos manifestantes é de que ela seja liberada para fins medicinais, espirituais, industriais e recreativos. Sabe-se que o preconceito com uma das ervas mais consumidas do mundo vem da intolerância infundada praticada nos Estados Unidos no século passado. É fato também o consumo diário por todo Brasil, mesmo sendo ilegal, situação análoga ao aborto.

A Marcha da Maconha aconteceu normalmente nas cidades de Porto Alegre, Vitória, Florianópolis e Recife no intuito de discutir os benefícios que traria à sociedade a legalização da maconha, tais como: tolerância religiosa, enfraquecimento do tráfico, melhorias em tratamentos de câncer e HIV, diminuição das monoculturas de eucalipto para produção de papel, geração de emprego entre outros. Nas localidades onde foram proibidas algumas pessoas fizeram o necessário ato de desobediência civil (em algumas cidades, houve pessoas detidas por apologia) e outras farão outro ato no dia 10 de maio (sábado) nas mesmas localidades para protestar contra tamanha piada que é a justiça brasileira.


quarta-feira, 7 de maio de 2008

on on

Winamp ligado, 20:05 cravados no relógio digital, tocando non dis non - vive la fête - attaque surprise.

Há sempre tanto a se escrever, mas o que me vem agora é a sensação que tenho ao observar alguns tipos de seres humanos, tão diferentes uns dos outros e vistos de longe tão parecidos. Estava numa praia paradisíaca dias desses. Verdade - Isso se trata de leitura não-ficcional, factual. – A praia era linda, pude até ver tartarugas nadando por perto das pedras, nas quais confesso ter chegado depois de muita peleja e desconforto e isso não é para mim, não sou dada a essas aventuras ecológicas, prefiro o conforto e a letargia urbana. Mas sim, a praia era mesmo muito bonita e havia para todos os gostos: a sombra, o sol escaldante, areia só, cadeirinhas+cerveja+música a beira mar, pedras à direita e à esquerda, vou ver. Mas as pessoas... (tsc tsc) as pessoas estão eternamente errando e às vezes tornam-se figuras estranhas, desajeitadas e até engraçadas... bizarras? Sim, eu rio das pessoas, disfarço bem, na maioria das vezes, mas eu rio sim. A praia que mencionei que era antes lugar quase-secreto, lugar onde nunca precisava dividir com ninguém, por ser um lugar de tão difícil acesso, logo esquecido, estava cheio de pessoas estranhas, tratando o lugar como o quintal da casa. Que beleza!-pensei, logo na chegada, quando a íngreme trilha acaba no pé da praia, já deu pra ver “a galera reunida”. Vi de tudo um pouco: é gritaria, é frisson demais, maiôs e biquínis desafiando as leis da estética, o povo corre, o povo cai. Riem. Duas mulheres que conversam, desmontadas ao sol, fritam suas peles flácidas e manchadas, saboreiam suas pingas com maracujá (o drink do inferno?) e uma delas berra, já com a voz amolecida pela bebida, com o filho que tem medo d´água.
Mas independente disso, há de haver um “além disso”, para que não se perca o porquê do passeio. Certamente pode soar um tanto ridículo, você ter que se virar com a sua imaginação, num lugar onde, parece, tudo já foi pensado, o que me sobra então? analisar condutas, óbvio. É pequeno demais? é paulista demais? é divertido demais? Sim, claro que é! Quem, em nome do bom Pai, pode se divertir sob um Sol escaldante e sobre uma areia tórrida, enchendo a cara, jogando truco e dando, a cada distribuição de cartas, uma coçadinha nas bandas... é, para dizer pouco, muito engraçado e exótico. Correção necessária: a julgar a noção de divertimento da maioria, a exótica sou eu. O pior, é que parece pura implicância sociopata: foi só virar o rosto... a minha esquerda, quase encostando em mim, um cidadão fofortérrimo abriu uma mochila de pára-quedista e de lá tirou um radinho, desses “portáteis- trezentas- pilhas”, que , como um cachorro adestrado, imediatamente começou a rolar um som... tão alto, e por isso mesmo tão chiado, (nem entro no mérito do gosto musical do figura), foi tão terrivelmente orquestrado que pensei: Opa!!! Agora é pessoal. Não seria nada demais se eu me levantasse dessa cadeirinha desconfortável de plástico e começasse a dançar de forma que pensassem que não tenho coluna cervical, num jogo lânguido dos músculos. Aposto que não seria mesmo nada demais! Arrisco até o contrário, acho que como bailarinos ensaiados, pulariam cinco, seis pessoas ao meu redor, numa rodinha do molejo natural do ser - dançante. Ufa! Em pensar que tudo isso se passou num paraíso natural, que tamanha discrepância... mas quantos paraísos o homem já não profanou com seus vícios idiotas, não?! Imaginem.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Nossa.
Nossa.

Já posso visualizar minha casa nova. Com quadros, cores novas, plantas.

Nossa.
Nossa.

Mas sei que não é pra tão já e sei também que algumas coisas precisam acontecer.

Tá.
Tá.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Ventarola.

Sinto que preciso descansar... afinal, em poucos dias entrarei numa rotina de trabalho há tempos esperada.

Vamos anjos, todos juntos e agora, digam amém bem alto, caso o deus não os ouça... vamos, não consegui ouvir... 1,2,3 e já: amémmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm. Isso... deu até fraqueza nas asinhas?
hahahahaha.

Boas novas me circundam, querendo me abraçar... me namoram e eu as desejo...

wait the next.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Vam-bóra

É, acho que aos poucos as coisas vão se acertando... vão assentando-se no seu devido lugar. Confesso que o difícil é esperar por isso, afinal é como esperar um carro pesado passar, levantando uma agressiva poeira, que dói os olhos e resseca a garganta. É inevitável: você fecha os olhos, a boca e faz cara feia. Depois que a poeira abaixa, notamos que ela assenta-se em tudo, inclusive em você, no seu cabelo, rosto... o carro pesado já se fora, mas o resultado fica em sua volta e em você também. Tudo bem se pensarmos que é normal dividirmos tudo, quando se divide a mesma estrada.
Quero desamassar minha vida.
E isso é mesmo bom!
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quinta-feira, 20 de setembro de 2007



lágrima é dor derretida
dor endurecida é tumor
lágrima é alegria derretida
alegria endurecida é tumor
lágrima é raiva derretida
raiva endurecida é tumor
lágrima é pessoa derretida
pessoa endurecida é tumor
tempo endurecido é tumor
tempo derretido é poema

(Viviane Mosé)