Há sempre um lado que pese e um outro lado que flutua. Tua pele é crua.
Há sempre um lado que pese e um outro lado que flutua. Tua pele é crua.
Dificilmente se arranca lembrança, lembrança, lembrança, lembrança...
Por isso da primeira vez dói, por isso não se esqueça: dói.
E ter que acreditar num caso sério e na melancolia que dizia.
Mas naquela noite que eu chamei você fodia. fodia.
Mas naquela noite que eu chamei você fodia de noite e de dia.
Há sempre um lado que pese e um outro lado que flutua. Tua pele é crua. É crua.
Há sempre um lado que pese e um outro lado que flutua. Tua pele é crua. É crua.
Dificilmente se arranca lembrança, lembrança, lembrança, lembrança...
Por isso da primeira vez dói, por isso não se esqueça: dói.
E ter que acreditar num caso sério e na melancolia que dizia.
Mas naquela noite que eu chamei você fodia de noite e de dia.
Mas naquela noite que eu chamei você fodia. fodia.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Crua - Otto
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Marcadores: quinta dolorida.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
em silêncio.
melhor calar a não falar com coerência.
=/
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Come as you are.... please, Gi... come as you are...
Come as you are, as you were,
As I want you to be as a friend,
As a friend, as an old enemy
Take your time, hurry up
Choice is yours, don't be late
Take a rest, rest you friend
As an old memory, memory,
Memory, memory, memory, memory
Come dowsed in mud,
Soaked in bleach
As I want you to be
As a trend, as a friend,
As an old memory, memory,
Memory, memory, memory, memory
And I swear that I don't have a gun
No I don't have a gun, no
I don't have a gun
No I don't have a gun, no I don't have a gun
***
Assim como meu amado e fraco Kurt... dedico essa música a mim mesma... amada e fraca Gi, porque ele, simmmm, dedicou a ele mesmo, e eu simmmm dedico a mim.... memooooooriiiiiiiessssssssss.... yeahhhhhhhhh #nãotempraamy
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essa dor é só minha!
essa mágoa, dude, é só minha!!!
*
*
*
resolva e não me atrapalhe mais a vida!
-você me desculpa?
claaaro... que isso, fica bem, eu sou super legal com você!
-puxa, valeu!
que isso, é o mínimo!
-eu acredito!
ah sim... que isso... eu sou legal
-opa, se é!
(em seguida, sem continuação, sem saber o que fazer, o que falar, ela só quer continuar a ouvir sua voz, ela só quer senti-lo próximo mais uma vez... qualquer coisa, qualquer coisa... um sorriso amarelo pra disfarçar a destruição... puxa, nada trará de volta aquela sensação novamente, mas mesmo assim, qualquer coisa é melhor que nada... e nada é o que ela tem. ahhh que droga.... mas essa mágoa é só sua... trate de resolve-la. e baby, sozinha.)
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terça-feira, 20 de outubro de 2009
I Started Something I Couldn't Finish
The lanes were silent
There was nothing, no one, nothing around for milesI doused our friendly venture
With a hard-faced
Three-word gesture
I started somethingI forced you to a zone
And you were clearly
Never meant to go
Hair brushed and parted
Typical me, typical me
Typical me
I started something...
And now
I'm not too sure
I grabbed you by the guilded beams
Uh, that's what tradition means
And I doused another venture
With a gesture
That was... absolutely vile
I started something
I forced you to a zone
And you were clearly
Never meant to go
Hair brushed and parted
Typical me, typical me
Typical me
I started something...
And now
I'm not too sure
I grabbed you by the guilded beams
Uh, that's what tradition means
And now eighteen months' hard labour
Seems... fair enough
I started something
And I forced you to a zone
And you were clearly
Never meant to go
Hair brushed and parted
Typical me, typical me
Typical me
I started something
And now
I'm not too sure
I started something
I started something
Typical me, typical me
Typical me, typical me
Typical me, typical me
Typical me
I started something
And now
I'm not too sure
The Smiths
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GiGi
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Eu bem sei das coisas que me acontecem. Bem sei pesar tudo. Posso não saber usar (às vezes) aquilo que aprendi, mas sei que aquilo, de alguma forma, fará parte do que sou e do que estou me transformando.
E nessas análises loucas que ando fazendo de mim, quase que o tempo todo que estou sozinha, tenho sido cruel comigo, mas também consigo me ver e me orgulhar de quem eu sou.
*
Uma mulher que eu conheço passou por uma situação complicada, há uns poucos meses atrás, tentando manter o que achava essencial. E vejam só: Uma mulher que, como muitas outras, resolveu construir uma nova vida, nas bases do coração de um homem. Puxa, eu dizia pra ela, mas você mesmo sempre me dizia que tudo o que tinha passado antes com o exemplo dos seus pais, te remetia ao descrédito do amor passional. Ah não, ela dizia, mas ele é incrível! Incrível? bem, deve ter sido mesmo... mas ela esqueceu que as pessoas mudam, dentro de seu direito de mudar.
E não é que o tempo corroeu o que ela achava intocável?
Sim ela sofreu.
Muito.
Diz-me que não mais, não muito, só às vezes, mas acho que ela diz isso tentando se convencer. Se conseguir, já está bom. Mas na verdade, tenho achado que ela está doente do coração. E quando ela conseguir chorar de novo... hmmm talvez ela chore por dias seguidos!!!
E quando eu pergunto pra ela do que ela sente mais falta... ela me diz que é do sorriso sincero dele. Deve ser bem ruim! Tento explicar que, racionalmente falando, ela deve sentir falta AINDA por que passaram juntos muito tempo... mas sabe como é... acho que ela nem me escuta.
Sabe o que eu faria no lugar dela? Iria pra bem longe... bem longe... muito. Se bem que ela, ainda assim, o levaria no seu coração!!! =(
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quarta-feira, outubro 07, 2009
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Marcadores: Lloyd I'm Ready To Be Heartbroken #cameraobscura
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Em tempo.
volto em breve. Mesmo breve, o mesmo.
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quinta-feira, outubro 01, 2009
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sábado, 26 de setembro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Mudando de ideia, ofereço-te sim.
Música da semana.
Oferecimentos: Ahhh se o arrependimento matasse!
Merda
Mombojó
Eu já cai
Já tô no chão
E tô torcendo pra você ficar na merda
Como eu também estou nessa merda
Então porque não ficar aqui
E se você estiver na água
E não souber nadar
Eu vou te jogar uma pedra
Pra você segurar
Pra você ficar ciente de aonde é seu lugar
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terça-feira, setembro 22, 2009
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domingo, 20 de setembro de 2009
Toda vez que precisei realmente de você aqui... você se foi, me deixando nas horas mais difícies... como agora.
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domingo, setembro 20, 2009
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Marcadores: Trees Pulp
A dor é universal.
Back to Black
Amy Winehouse
He left no time to regret
Kept his dick wet
With his same old safe bet
Me and my head high
And my tears dry
Get on without my guy
You went back to what you knew
So far removed from all that we went through
And I tread a troubled track
My odds are stacked
I'll go back to black
We only said good bye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to...
I go back to us
I love you much
It's not enough
You love blow and I love puff
And life is like a pipe
And I'm a tiny penny rolling up the walls inside
We only said good bye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to
Black, black, black, black, black, black, black
I go back to
I go back to
We only said good bye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to
We only said good bye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to black
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sábado, 19 de setembro de 2009
Ai, não me amola mais com tentativas de me manter presa a seus pés. Eu cansei. Ando agitada por receber tudo o que sua sombra não me deixava ver.
E agora eu só quero dançar. E não há mesmo lugar pra você aqui.
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Senti-me estranhamente amada. E no final do abraço, estranhamente roubada.
e só.
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terça-feira, 8 de setembro de 2009
Uma História Atrapalhada.
Trata-se de um livro infantil, escrito por Gianni Rodari (jornalista, escritor e poeta italiano, nascido em Roma) e narra uma história já conhecida, com diálogos diferentes, suaves e cheios de humor, onde uma garotinha de chapéu amarelo... não, de chapéu vermelho, encontra uma girafa... não! um lobo, no caminho da casa da vovó, pra quem levava um pão de batata... não! uma fatia de bolo.
(rsrsrs)
Deparei-me com esse livro e em questão de poucos minutos, ainda em pé defronte a pratileira, já tinha lido todo ele. E achei graça. E o desfecho se segue assim: Vovô, você não sabe mesmo contar histórias, confunde tudo!
*
(um trecho dele, agora um trecho meu)
Sentia dores na cabeça. Quando começou a adormecer ouviu um tilintar do sino de alguma bicicleta, que passava na rua. E isso o fez sonhar.
Sonhou com o tempo em que a rua era pequena e silenciosa. Ele estava em pé na porta de sua casa, com uma mão na cintura a olhar a jogada de bola de gude do amigo.
Um cheiro de bolo de fubá com queijo chega atrevidamente até eles, causando um misto de alegria e vazio profundo na barriga. Furor.
Quando virou-se pra correr pra cozinha, chamando pela mãe, o livro caiu de seu colo, a mão falseou no ar e isso o fez acordar. Sentia ainda o cheiro do bolo de fubá da mãe, mesmo depois de mais de 60 anos.
*
Olfato e memória: Como o bulbo olfativo é parte do sistema límbico cerebral, uma área tão associada com a memória que é muitas vezes chamada de "cérebro emocional", o olfato pode trazer à tona lembranças e respostas poderosas quase que instantaneamente.
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terça-feira, setembro 08, 2009
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quarta-feira, 2 de setembro de 2009
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Divisor de águas.
Acho justo e de bom tom (e meu tom é tão bom) parar-me por alguns minutos pra registrar meus olhares desses últimos dias.
A mudança, a transformação sempre vem acompanhada de um pouco de medo, ansiedade, excitação, esperança. Não necessariamente nessa ordem, não há ordem, é uma verdadeira anarquia no peito, às vezes aparecem fortes, misturadas, às vezes nem aparecem, às vezes é só às vezes, nunca o tempo todo.
Na maioria dos casos (viva as várias excessões) esse carnaval de sensações, essa montanha-russa de humores, vem acompanhado de dor.
Ah. Ah. É mesmo chato sentir dor. E existem dores daquelas de dentro da alma, que se fosse permitido escolher, preferiríamos o dedão decepado, que aquele buraco negro e violento no peito. Ninguém gosta de sofrer, de chorar, de perder. Ninguém. Nem os mais bobos-tolos em meio de nós, raposas matreiras.
Porque sofrer, desgasta. Causa confusão mental. Durante o sofrimento vendamos os olhos, a boca, sentamos num canto e abraçamos a sombra. Direcionamos tudo isso sozinhos, sabemos mais da arte de nos boicotar, do que da de nos promover.
Na verdade toda transformação seguida de dor, ensina. É uma lição que a vida cospe na cara de quem não quer aprender nada a respeito.
Mas ensina o que, pra quem? "- Aí vareia, camará" Aprendi a dar ouvidos a clichês, afinal são verdades cruas, por isso são clichês. E o que o clichê diria disso: - Cada um aprende o que precisa aprender. Sim, sr Clichê, é verdade mesmo. Cada qual com seus problemas, soluções, dúvidas e temores.
Até que tudo passa. As mãos não tremem mais, seus olhos desincham, sua respiração aquieta, não há mais peso em seu ombro e quando menos espera sua boca sorri. E o sorriso surpreende porque há muito não sorri. Sorrir é o momento relax da boca, que tanto fala coisas.
Abri os olhos e percebi que eles não estavam mais vendados, não havia mais amarras nos meus pulsos, nem mordaças na minha boca. Levantei. Senti o peso dos dias de inércia tremerem minhas pernas, que tentavam sustentar meu corpo numa coragem comovente.
Um passo, dois. Meus braços mexiam em movimentos compassados e endurecidos. Não havia dor. Havia êxtase. Quando a luz apareceu, meus olhos se fecharam assustados e curiosos voltaram a se abrir. E foi que eu vi belos olhos a sorrir pra mim. Eu sorri de volta e comecei a levitar, porque havia desacostumado a ser leve.
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terça-feira, setembro 01, 2009
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Marcadores: just have fun.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
And you are my black hearted love
And you are my black hearted love
In the rain, in the evening, I will come again
I'd like to take you
I'd like to take you to a place
I know
My black hearted
PJ
*às vezes, um sentimento ruim bate e minha alma mareja...
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terça-feira, 25 de agosto de 2009
Enquanto minhas palavras faltarem, uso as que me cabem muito bem. Tão bem que às vezes assusta. =)
April
Pj Harvey
April,
how could I not have seen
April, you coming
April how could I've
Worn inappropriate clothing?
April, all that careful stepping,
Rounding of my soul
And now your rain April,
I feel you leaving
I don't know what silence means
It could mean anything
April, won't you answer me?
These days just seem to crush me
Hatching, collapsing, tumbling down
April, what if I drown?
I drown?
April, I see you leaving
I don't know what silence means
It could mean anything
I dream
I dream
April,
April
Did I want you?
Did I want change?
April, your rain overcomes me
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terça-feira, agosto 25, 2009
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Marcadores: Pj Harvey e suas moléstias...
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Sim, 9 luas é uma boa dica.
NA NOSSA CASA
Herbert Vianna)
Quando anoiteceu
Nenhuma luz na nossa casa se acendeu
Aonde você estava?
Aonde estava eu?
Se tudo parecia nada,
Ainda assim
O nada era mais
Do que o que
Você deixou
No fim
Quando aconteceu
Quando algo em que a gente acreditava
Se perdeu
Por onde você andava?
Por que não me socorreu?
Não é o fim do mundo
é só o fim
De tudo que
Fomos nós
Sem flutuar e sem
Tocar o fundo
Sempre sós
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segunda-feira, agosto 24, 2009
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